Julho à Bastardo

Se julho fosse uma chávena de café, teria sido um shot duplo de espresso bebido de uma vez só. Que mês louco, meus amigos! Entre soprar as velas do 3.º aniversário do Bastardo Coffee Shop e acolher uma exposição de fotografia épica, ainda estamos a processar tudo o que aconteceu. Não tivemos tempo para respirar, mas para um bom café houve sempre tempo. 

Soprar três velas não podia ser uma coisa rápida de cinco minutos, por isso decidimos esticar a festa para três dias inteiros.

Abrimos as comemorações com as mãos na massa, literalmente, numa demonstração de cerâmica ao vivo com o Pássaro de Seda.

No dia seguinte, a Uui forneceu os produtos para o nosso pequeno-almoço, que acabou por ser tão soberbo que toda a gente se perguntou porque é que não se come assim todos os dias. 

Para encerrar a festa em grande, entregámos os comandos da máquina de café ao Maurício Soares para um barista takeover. O café fluiu sem parar durante todo o dia e a fasquia para a festa dos quatro anos ficou absurdamente alta.

E como se o nosso aniversário já não fosse suficiente para encher um mês, julho ainda trouxe uma exposição absolutamente histórica às nossas janelas: “As Origens do Graffiti em Nova Iorque através do arquivo fotográfico de Craig Castleman”. Trouxemos um pedaço da história do graffiti nova-iorquino e da essência do street art da Big Apple para o Bastardo, partilhando um arquivo raro que nos permitiu viajar até às raízes de um movimento que continua a marcar a cultura urbana em todo o mundo.

Esta exposição só foi possível graças à investigação e curadoria de Mª Isabel Carrasco Castro, bem como ao trabalho da INDAGUE e da Fundación Contorno Urbano na preservação e valorização deste património. 

Julho já lá vai. Nós ainda estamos a recuperar, ou pelo menos é isso que dizemos entre cafés. Mas, podem contar com uma coisa, ainda temos muitas na manga.